Minhas impressões, ok?

– De modo geral, as coisas são caras. Gastamos, facilmente, mais de R$100 por dia (por pessoa), sem esbanjar, procurando os lugares mais em conta para comer e já tendo tomado café da manhã no hotel. Isso, pra mim, é caro.
– Porque além do valor, não são pratos fartos e as vezes nem gostosos (não vá ao restaurante La Torre, próximo á Plaza Independencia).
– Tudo muito forte. Não é apimentado, sei lá… forte.
– Eles amam maionese, presunto (odeio os dois) e batata. Tudo vai levar maionese ou presunto… ou os dois e vir acompanhado de papas (batatas).
– Como minha impressão geral é de que tudo é meio sujo, então, além de já não gostar, a maionese me deixava bem tensa.
– Não tem fartura de opções como aqui. Você não consegue pedir nem um Iced Tea, que dirá um suco de abacaxi, por exemplo. Pepsi, Sprite e água tem sempre, no máximo um suco de laranja azedo, que parecia ser aquele Del Valle com gominhos. Eca!

Se você for aos restaurantes do Porto ou os mais antigos da cidade, vai se deparar (e se indignar, como nós) com um termo inusitado na sua conta: os cubiertos. É uma taxa de manutenção dos talheres, para cada um da mesa. Isso mesmo. Você paga para utilizar os talheres do restaurante. Além dessa taxa, ainda tem o couvert, que, você comendo ou não, também vai vir na conta. Depois da primeira surpresa, sempre perguntávamos se eles seriam cobrados. E quando era possível (pizza, sanduíches), dispensávamos e comíamos com as mãos (porque era muita indignação!).

Bom, minha dica para quem vai à cidade é: vá ao Porto para conhecer, mas saiba que vai pagar mais, simplesmente por ser feito para pegar turistas. A comida não tinha nada de mais e o preço era maior que no Centro. E existe a opção de pagar em Reais, que tem a vantagem de ter cotação melhor que da casa de câmbio.

Agora, se quiser comer bem, e um prato típico, vá ao La Passiva (recomendo o da Avenida 18 de Julio, perto da Plaza Cagancha. Eu não comi, mas estava presente e me pareceu o maior prato do mundo. Ele se chama “Chivito al plato para dos” e custa 683 pesos. Sério, essa foto não faz jus à dimensão da criança, ao vivo parece bem maior!

São dois bifes de lomo, com bacon, presunto e ovo, em cima de uma salada, acompanhada de maionese (aquela nossa, do churrasco) e batata frita. Apelidamos de enfarto completo.
Pessoalmente, preferia o lomo (equivalente ao nosso filé mignon) acompanhado de legumes assados.

Pra terminar, minhas impressões sobre as comidas que mais gosto:
– O café é ruim. Ralo. Não sei explicar direito, mas tem meio gosto de mato(?!).
– O Freddo lá, sai mais caro que na Argentina. Mas provei um de doce de leite com doce de leite natural que gezuiz! Ainda bem que eles já vieram pra cá e tem perto de mim!
– É doce de leite pra todos os lados! <3 E o da Conaprole é muito bom. Encorpado e com sabor de menos açúcar / mais leite. Potinho de plástico, que vende no mercado (que, inclusive, pelo que parece, só tem o TATA).
– Estou em abstinência de medialunas. Tem aos montes e são deliciosa. (com mais doce de leite)
– O único alfajor que experimentei foi o Lapataia e achei bem ruim. Muito seco e o doce aguado.

Vá à Tristan Narvaja, domingo, e coma o sanduíche de linguiça no molho de vinho branco, com legumes cozidos. Procure por ele! Você não vai se arrepender. Mas abstraia o tiozão meio sujinho que prepara.

 

Tem mais fotos no meu Flickr, clique aqui, para ver.

 

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