Antes de viajar no início do mês eu já pensei em fazer um post com dicas de Nova York, quando voltasse. Minha experiência, meu olhar sobre a cidade e os lugares interessantes por onde passei. Bem no estilo Didi Wagner, que eu adoro. Fui super empolgada porque eu sou mesmo do tipo de pessoa que pega dicas dos outros pra experimentar, então saí daqui com várias!

 

Quando você viaja, costuma pegar ideias de lugares legais com outras pessoas?

 

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Impossível fazer os prédios caberem na foto

Mas aí eu tive algumas decepções que me fizeram refletir sobre essa coisa toda. Cheguei à conclusão de que cada um é mesmo muito diferente do outro e o que funciona pra mim pode ser péssimo pra você.

Então ao invés de produzir um post “com dicas ótimas”, vou contar um pouco sobre o que vivi (até pra ficar registrado pra eu mesma ler no futuro e matar as saudades) e aí se algo servir como dica pra alguém, melhor ainda! 🙂

Comida de rua

Uma coisa que eu li é é verdade é que não se deve ter medo de comer nas carrocinhas que passa pelo seu caminho. Apesar disso, eu vi um vídeo da Raiza (Rainha da Cocada) dizendo que o Wafles and Dingers era o melhor do mundo e fui louca atrás pra experimentar… e foi daí que surgiu a teoria da decepção.

O waffle que conquistou meu coração para todo o sempre ficava no Shopping da Gávea, mas parece que fechou. 🙁

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Crepe delícia no meio da rua, no meio de uma feira, no meio do feriado

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Restaurantes

Minha primeira experiência gastronômica na cidade foi um brunch no Sarabeth’s, um restaurante bastante indicado por essa internet. E vou te falar que fora o preço, não vi nada de extraordinário. Foi uma delícia sentar em frente ao Central Park e observar as pessoas passando, mas eu poderia, facilmente, ter ficado sem.

Mercados e delis

O paraíso gastronômico da minha viagem foi o Whole Foods e sua infinidade de opções deliciosas e baratas pra uma refeição caprichada e saudável. Dean & Deluca que é outro mega indicado por aí também foi uma bela surpresa descobrir que era bom mesmo. Uma pena não ter em todo canto tipo Starbucks.

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Uma caixa de salada no Whole Foods por 6 dólares

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Mercado dentro do Grand Central

O frio

Olha que eu fui no outono e mesmo assim entendi porque eu todo filme e seriado as pessoas 1) estão sempre com um copo de café na mão e 2) não tomam banho com a mesma frequência que nós aqui.

Meios de transporte

Não usamos um taxi sequer, então não sei como é usar esse serviço, mas dos ônibus educados e silenciosos posso dizer que são ótimos. E apesar do cheiro desagradável, o metrô realmente é muito bom e te leva pra toda parte. É arriscado ter que fazer baldeação, porque nessa dá pra se perder, mas planejando antes, a gente, por exemplo, conseguiu não errar nadinha.

Falando nisso, uma curiosidade que percebemos foi que 99% dos carros não faz barulho. É estranho até.

Pontos turísticos

A gente costuma fugir dos “programas de turista” e sempre que vou a algum acabo tendo mais certeza de que é a melhor coisa a se fazer. Não dá pra tirar foto na escultura LOVE nem no Charging Bull, por exemplo (aqui embaixo tem minhas fotos frustradas). Por isso não fizemos questão de ir na Estátua da Liberdade (confesso: acho brega), só vimos de longe.

Mas e apaixonei pelo Top of the Rock, desde os funcionários super educados e receptivos até a vista maravilhosa. Completamente diferente do Empire State cheio de gente desagradável trabalhando e o lugar onde senti mais frio em toda a minha vida!

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Como ter paciência pra essas coisas?

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Tinha fila pra foto na bunda do touro

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Minha foto com a estátua

As pessoas

Teve maluco no metrô cantando e dançando Waka Waka pro celular e conferindo o vídeo depois, teve uma mulher aleatória que parou pra me contar de alguém que foi seguido até em casa por um assaltante, no meio do Harlem. Pessoas muito diversas e a maioria é mesmo seca e sem paciência. E se não podem te ajudar, falam apenas que não sabem e pronto. Mas os únicos que me deixaram com uma má impressão foram os funcionários do ES. De resto, apenas pessoas que não estão preocupadas em pensar algo dos outros e nem com que vão pensar delas, como deveríamos todos ser, não é mesmo?

Os bichos

No meu primeiro contato com o metro troquei olhares com um ratinho simpático, quase fui atacada por um esquilo e o aprendizado que levo dessa viagem é: sempre olhar ao redor, inclusive pra cima, quando parar em um lugar. Ficar embaixo de uma placa que pode ter um pombo nela, jamais! (Foram 2 cagadas em sequência! Alguns dirão que é sorte. hehe)

 

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Amei treinar meu inglês e perdi a conta das “face palms” que fiz depois de virar as costas e me dar conta de que falei uma asneira. Quase perdi os dedos dos pés de tanto andar; andei olhando os prédios e as luzes da Times Square de boca aberta; chorei vendo um Pollock ao vivo; comi pizza de 2 dólares; fiz a xepa no camelô com casacos de 3 dólares; comprei um monte de coisas inclusive muito souvenir e fiquei igual japonês filmando e fotografando tudo.

Era uma viagem que eu queria muito fazer e aproveitei até o último segundo. Voltei feliz e com muita vontade de voltar mais vezes.

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Um amor chamado Pollock

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Outro amor chamado Dan Flavin (falei dele aqui)

 

E além dessas fotos, fiz um videozinho pra guardar de recordação. Publiquei no youtube sem listar, porque não sei se tem tanto a ver com o canal (não tem nenhuma informação relevante, é só turismo mesmo), mas vou deixar aqui, caso você queira ver mais como foi minha viagem. 🙂

 

E pra quem quer dicas da cidade, recomendo o canal do Amigo Gringo.

 

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4 respostas para “Minha Nova York”

  1. Olá Ana, a única vez que fui a NY tive uma decepção parecida com a sua: me falaram que os cupcakes da “Magnolia” era a melhor coisa do mundo. Andei, andei, peguei fila…para comer uns bolinhos iguais a tantos outros! é o que vc diz, o que serve para uns, não dá para os outros. Também, nas minhas viagens, ando fugindo dos locais tipicamente para turistas, não há mais paciência para ficar atrás de dezenas de pessoas para tirar uma foto. Semana que vem, vou a Bruxelas, uma cidade que frequento bastante pois tenho uma filha morando lá há 6 anos. Pensei em fazer um roteiro, mas mais voltado para aquilo que gosto: costura e design. Há locais bonitos e diferentes lá, bairros que não estão nos roteiros e vale a pena visitá-los. Vou ver se me animo! O video está uma graça! bj

    • Ah obrigada!!! E sabe, eu nem fui na Magnolia porque li exatamente que não tinha nada de mais lá. Mas é isso, tem quem deva achar divino. Agora, quanto ao seu roteiro de lugares crafty eu acho ótimo! Senti falta de ir a lugares assim, simplesmente por não conhecer nem achar dicas. 🙂
      Beijos

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