Hoje eu quero conversar contigo sobre o outro lado da moeda. Alguns abacaxis que visualizei enfrentar com toda essa reestruturação da minha marca. Pois é, esse papo de se conhecer, mudar e evoluir é maravilhoso, mas quando se trata de marcas, mudar pode ser um grande transtorno.

 

 

É fato que a maioria das pessoas não gosta de coisas diferentes das quais já está acostumada. Pra quem produz conteúdo isso fica nítido quando se tenta falar sobre outro assunto. Geralmente é bastante rejeitado. E é por isso que a gente vê umas pessoas (marcas pessoais) sendo e fazendo a mesma coisa por anos e anos seguidos (Pensa no Faustão, Jô…).

 

Claro que existe o lado muito positivo de não mudar: a consagração da marca. Por exemplo, se eu te pedir pra pensar em eletrodomésticos, com certeza te vem à mente a Brastemp, certo? Isso é conquistado com anos de mercado.

 

E num mundo tão cheio de informação, o que toda marca (produto, serviço ou pessoa) quer é ter um lugarzinho cativo na mente do público, por isso mudar pode gerar alguns problemas. Sabe como?

 

1. “Tá, e daí?”

 

 

Aqui não é o caso, porque eu mudei por uma necessidade interna de refletir outros conceitos. Se ninguém mais gostar do meu novo nome, tudo bem. EU amei e acho que ele tem tudo a ver com quem eu sou, o que faço e desejo hoje.

Mas imagina a Brastemp, como que já citei, se reposicionar usando seu “verdadeiro nome”: Brasil Temperatura. O que isso agrega de valor à marca? Se ela passasse a se chamar “os melhores eletrodomésticos da sua vida” (apenas um exemplo tosco, ok?), teria um propósito claro, mas mudar só por mudar, e pra algo que não diz absolutamente nada, é tiro no pé!

Além do que, pode acontecer de as pessoas não entenderem a ideia e ficarem meio “tá, e daí?” pra sua marca nova. Se não rolar conexão, ninguém vai mais lembrar de você. Sua marca cai num limbo e pra tirar é mais difícil do que continuar com um nome que não te agrada.

 

2. Confusão mental

 

Até pegar, a marca fica ressoando o nome anterior. E isso pode levar, inclusive, as pessoas a buscarem pelo nome antigo. Quantas não vão digitar casadocecasa pra chegar até aqui? E vão falar “aquele bolg, o casadocecasa que agora é Annima.” O que leva ao terceiro problema…

 

3. Perda de tráfego / leitores / seguidores

 

 

O site acaba tendo que ficar um tempo funcionando nos dois urls. O ideal, pra mim, seriam 6 meses. No meu caso vai ficar por 2, mas eu já estava ciente disso. Quem não gravou ou não ouviu falar na mudança e tentar acessar o casadocecasa.com, tem que conseguir entrar em um site válido. A pessoa vai ser redirecionada ao endereço novo e com o tempo se acostuma. Mas eu não posso tirar do mapa ou alguém vai acabar achando que ele foi encerrado! E assim eu deixo de entregar minha mensagem pra alguém que estava interessada em ler. 🙁

Ou então, imagina uma pessoa desavisada, que não me ouviu falando sobre a mudança, de repente abre o instagram e tem lá um perfil que ela não lembra de ter seguido. Se ela não estiver com paciência pra ir ver do que se trata, o que acontece? Unfollow na certa!

 

O meio problema…

 

 

É que isso me faz trazer um problema bônus, pelo qual estou passando agora: trocar as mídias sociais. É Youtube, Pinterest e Facebook errados… e uma pessoa aqui desesperada! Pra você ter ideia, o Facebook, não me deixou trocar o nome da página e a única solução existente é deletar e começar outra do zero!!!

EDIT: Eu estou conseguindo mudar!!! E se, no futuro, você pretende fazer o mesmo com uma página, a dica é: adicione o nome novo no final do que já existe e depois vá tirando aos poucos, palavra por palavra. Essa é uma forma de “enganar” o sistema e eu estou conseguindo chegar no meu nome certo assim. Porém ele exige que não faça nenhuma nova mudanças a cada 7 dias, então pode ficar meio errado por um tempo (melhor que pra sempre ou ter que criar outra!).

 

4. Material no lixo

 

Acho difícil uma marca não ter, pelo menos, um cartão de visitas. E se foram impressos em quantidade, certeza de que vai um monte pro lixo. E o pior é que além de perder aquele dinheiro, ainda vai ter que investir mais um pouco, nos novos. (Por isso que eu estou buscando uma solução alternativa pros meus. Provavelmente voltarei pra falar sobre isso mais pra frente!)

 

5. Links e citações que vão pro espaço

 

 

Vou falar por mim, agora. Experiência própria mesmo. Eu tenho mais de 240 posts publicados e em boa parte deles cito outros posts. Ou seja, horas gastas entrando em um por um pra mudar o link pro endereço novo. Pelo menos para as imagens eu consegui um plugin que fez tudo automaticamente. 😉

E sabe os links curtos (bit.ly)? Nenhum vai funcionar mais, afinal, aquele domínio não existirá. Por isso que agora uso o meu próprio domínio encurtado.

E todo mundo que já citou algum link meu ou meu perfil em uma mídia social? Pois é, já era. 🙁

 

Mas tudo isso é contornável e com o tempo se acerta. Como eu tinha muita certeza da minha decisão, nada me fez repensar se era um bom passo. Mas se você que também tem um blog ou uma marca e já pensou em mudar, analise bem o momento certo de fazer a transição, pra minimizar ao máximo os riscos e danos.

 

***

Pequeno aviso:

Durante o mês de junho vou aproveitar o gancho do nome novo e falar bastante sobre marcas. Então, se você:

  • Se interessa, te convido a voltar semanalmente, deixar suas perguntas e opiniões. Vamos conversar sobre esse tema que tanto amo!
  • Tem uma amiga que tem uma marca e acha que ela precisa de umas dicas, compartilha o link e vamos ajudar mais pessoas!
  • Não tem interesse (não entendo como, já que somos todos marcas pessoais!) fica tranquila que em julho os posts vão ser mais mesclados, como sempre foram. 😉

 

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