Nesse post vou compartilhar com você uma parte do processo de reconstrução da minha marca. Você vai ver o passo a passo de como me organizei para dar conta de fazer toda a transição da forma mais segura possível.

 

 

Pra começo de conversa, vamos deixar claro duas coisas: 1) eu não bato bem das ideias. Mas sou uma maluca muito consciente e só segui esse caminho porque acreditava profundamente na minha capacidade de dar conta do recado. Eu estabeleci uma meta e cumpri. 2) Não estou dizendo que está tudo completamente finalizado e redondinho, ainda tenho o que arrumar, mas isso foi o essencial pra lançar pro mundo a marca nova, ok? Vamos dizer que já foi uns 85% do trabalho.

Também quero deixar claro que nada disso é regra e cada um leva o tempo que precisar. Na verdade eu só estou aqui pra te contar que sim, é possível fazer uma reestruturação em uma marca em 60 dias, se assim você desejar.

 

Eu sei disso, porque eu fiz!

 

Sim, desde o dia em que eu bati o martelo que mudaria, até o lançamento do site, foram 50 dias. Ainda estou dando 10 de bônus pra fechar 2 meses.

E pra completar o caos da mudança, também troquei de hospedagem. Se você já fez uma mudança, física mesmo, de casa, sabe do que eu estou falando… porque é praticamente a mesma coisa!

Ah! E fui eu mesma quem fez tudo. TU-DO. Ok, precisei de uma mãozinha do suporte da hospedagem pra importação do banco de dados, mas de resto: one woman show. Isso faz diferença na velocidade da coisa e no resultado final (eu dediquei boa parte do meu tempo pra que acontecesse mais rápido, mas como eu disse, não está tudo, tudo finalizado).

 

Pré-trabalho

Pois é, existe um trabalho anterior ao processo mão na massa em si. Eu fiz um guia de perguntas pra te ajudar a entender seus interesses e decifrar seu propósito e falo sobre ele nesse post “Como decidi reformular minha marca e a importância de olhar para dentro e se questionar”.

Veja bem, no meu caso isso acabou ficando dentro do cronograma, mas na maioria dos casos demora mais tempo e não entra nessa contagem.

Por favor, entenda: se você não faz ideia do que fazer e de onde ir com a sua marca, sinto muito, mas pensar em concluir tudo em 60 dias é uma pressão desnecessária que só vai te oprimir e pode até dar um bloqueio.

Agora, se você já tem ideia do que quer… vamos lá! Vou te dar 6 passos iniciais e explicar um pouco.

*E vou basear meus exemplos em uma pessoa que tem um blog, ok? É só pra facilitar, mas vale pra marcas de qualquer segmento!

 

1. Pesquise seu público

Você precisa saber com quem está falando e para quem quer falar (se já forem as mesmas pessoas, você é uma vencedora!). Tudo que você fizer com a sua marca é pensando no seu público alvo. TUDO! Não adianta fazer algo “porque você acha legal ou bonitinho”. Tem que passar a mensagem certa pra pessoa certa. A não ser que seu público alvo seja de pessoas exatamente como você. Aí tudo bem.

Selecione algumas pessoas que interagem mais (ou faça um questionário público para todas), e pergunte sobre o que elas precisam, o que elas gostam de ouvir de você e quais conteúdos elas gostariam de receber de você. Também pense em todas as coisas pelas quais já te procuraram. Se concentre nisso! Quando a gente faz algo pro outro, retorna pra gente… E não é papo hippie, não. Se você fizer sua marca baseada em quem interage com ela, você estará, de fato, conversando com essas pessoas e a tendência delas retornarem algo pra você (feedback, apoio, compras…) é enorme!

 

2. Pesquise a concorrência

E agora vou dizer algo polêmico: seus concorrentes não importam. Dar uma olhada pra ver se alguém está falando ou fazendo o mesmo que você é muito válido pra você não ser aquela pessoa que vai pegar a foice pra desbravar uma mata nova, sabe? Se tem outros fazendo o mesmo, significa que tem público pra tal. E acabou aí.

NÃO COPIE, nem tente imitar o sucesso seu concorrente porque você vai ser só uma sombra. Sempre atrás de outra pessoa. Se só você faz as conexões que faz, use isso a seu favor!

E não vale pegar bordões, termos e ideias de outras pessoas (principalmente das mais próximas de você, no seu nicho) e achar que está “misturando criativamente de um jeito único”. Porque você não está. É feio e a pessoa vai perceber. Com isso você fecha portas que poderiam ser interessantes no futuro…

Faça diferente.

Uma dica preciosa de leitura: Roube como um Artista, do Austin Kleon. Uma das ideias dele é de que um bom “ladrão” rouba de vários. Leia que você vai entender o que eu digo aqui.

E digo mais: enquanto você fica preocupada com o que a concorrência está fazendo, deixa de gastar essa energia (e tempo) no seu negócio/blog/marca/produto… olhar muito pra fora, faz olhar menos pra dentro. Pro que realmente importa. Afinal é SUA marca, não a deles.

 

3. Analise tudo que já fez

Se você está querendo mudar completamente de imagem e nicho, acho que não seria um rebranding. Você estaria criando uma marca nova, certo?
Então, partindo do pressuposto de que isso é só um ajuste, você precisa analisar tudo o que já criou até aqui e se aproveitar disso. E falo isso por dois motivos:

Primeiro, você pode reutilizar material já produzido pra criar coisas novas e “entregar ainda mais” pro seu público. Fazer um aprofundamento num texto, criar um freebie em cima de outro ou até um “lado b” de alguma ideia. Isso facilita a conexão entre o antigo e o novo e queima umas etapas, afinal, você tem que criar uma nova marca e ainda produzir conteúdo atualizado!

Mas o mais importante é olhar pro que você tem e perceber o que realmente precisa. Pode ser que sua necessidade seja um nome, um site e identidade visual novos, mas pode ser que só um texto pra sua bio e o sobre do seu blog já sirvam pra te reposicionar na mente do seu público.

Se você está insatisfeita com o nome da sua marca, mas não sabe o que fazer, recomendo o post “Como criar uma marca que faz sentido quando se é multi-potencial

 

4. Estabeleça um orçamento

Depois que você definiu exatamente o que precisa, é hora de pensar no gasto que isso vai gerar. Porque vai! Eu fiz tudo por conta própria e mesmo assim tive que investir. Pode ser que precise comprar um domínio com seu novo nome e de um designer pra fazer um logo novo, ou até seu site. Se você se garante e entende de web, talvez precise investir numa licença de um template novo…

Mas volto a dizer, não faça isso só porque é legal. Pense na real necessidade de um rebranding e avalie os prós e contras de uma mudança. Se você acha que tudo são flores, é porque não leu meu texto sobre “os 5 problemas (e meio) de mudar”.

 

5. Separe por tarefas

Olhar um trabalho complexo com esse, de forma global, pode assustar um pouco. Mas se você separar em pequenas tarefas e estabelecer prazos, vai ver que pode ser feito de forma leve e adaptável.

Você pode clicar aqui embaixo pra baixar, gratuitamente, um pdf de um guia com essas tarefas, que fiz pra te ajudar no processo! Porque eu sei que é muita coisa pra lembrar! Eu mesma usei!

 

6. Se programe

Enquanto eu fazia tudo não deixei nem de postar nas minhas mídias sociais e nem publicar novos posts no blog. Eu havia feito e programado alguns e separado as fotos que queria publicar. Então, pra quem estava de fora as coisas estavam normais como sempre, mas aqui nos bastidores estava pegando fogo!!! Eu não aconselho deixar buracos no seu blog, caso você tenha um ritmo já estabelecido de postagens. Se programe e deixe material de stand by. Fure apenas se em último caso!

 

Lista de tarefas com exercícios

Eu te ofereço aqui uma série de perguntas sobre a sua marca que vão te guiar para analisar se você precisa de um rebranding ou só um ajuste. Nesse pdf você vai encontrar:

  • um questionário sobre o propósito, valores e características da sua marca;
  • um questionário para desenvolver o avatar do seu cliente / leitor ideal;
  • um guia para desenvolver sua identidade visual
  • check-list para um rebranding completo

 

E eu espero que esse texto e o guia de tarefas sejam úteis e te ajudem a alcançar sua marca perfeita! Se puder, me dê um alô com suas impressões sobre o guia que vou amar receber esse feedback. 🙂

CLICA AQUI PARA FAZER O DOWNLOAD

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